Omar propõe ‘Ronda Amazonas’ e reforço das guardas municipais para ampliar segurança no interior

A proposta inclui cinco frentes: Ronda nos Bairros, Ronda nos Municípios, Ronda nos Rios, Ronda Social e Protocolo Ronda Digital

O senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, apresentou, no Eixo 2 do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas, propostas para ampliar a presença das forças de segurança no interior e reorganizar o policiamento no Estado a partir da realidade amazônica.

Entre as principais medidas está a criação do Ronda Amazonas, uma versão ampliada do antigo Ronda no Bairro. A proposta é levar o modelo para além da capital, com atuação nos bairros, municípios, rios e também no ambiente digital.

Segundo Omar, a segurança pública precisa voltar a ter presença permanente nos municípios, com valorização dos policiais e estrutura adequada para o trabalho das forças de segurança.

“Estive em viagem pelo interior e vi delegacias e quartéis da Polícia Militar abandonados, policiais militares com fardamentos rasgados, totalmente desvalorizados. Fui secretário de Segurança e fui o governador que mais valorizou os policiais, que fez um programa de segurança que acabaram. Nós vamos voltar com um programa dez vezes melhor do que o Ronda no Bairro em todo o interior e voltar a valorizar quem faz a segurança pública do Amazonas”, afirmou Omar.

O Ronda Amazonas é apresentado no plano como o eixo principal da nova estratégia de segurança. O programa articula policiamento terrestre, fluvial e comunitário com políticas sociais e tecnologia. A proposta inclui cinco frentes: Ronda nos Bairros, Ronda nos Municípios, Ronda nos Rios, Ronda Social e Protocolo Ronda Digital.

A intenção é reposicionar o Estado em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas, ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança e aproximando o policiamento da população.

Estratégia para municípios
Outra proposta apresentada por Omar é fortalecer as guardas municipais em parceria com as prefeituras do interior. A ideia é apoiar a realização de concursos, capacitar, equipar e integrar os guardas municipais às estratégias estaduais de segurança.

“Quem vai pagar é o Estado. Nós vamos equipá-los, treiná-los, armá-los e prepará-los para combater o crime e dar proteção àquelas pessoas que mais precisam. E não vai ser somente na sede”, disse Omar.

De acordo com o plano, a interiorização da segurança pública também passa pela criação de bases fluviais, expansão da inteligência, integração com órgãos federais e estaduais e uso de tecnologia para monitoramento e resposta mais rápida.

O objetivo é reduzir a concentração das ações de segurança na capital e ampliar a presença do Estado nos 61 municípios do interior, especialmente em áreas de rios, fronteiras, comunidades ribeirinhas e regiões mais vulneráveis à atuação do crime organizado.

Foto: Tadeu Rocha

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