Alvo da Operação Usura é preso em Manaus e ameaça delegado de morte durante abordagem

Investigado por agiotagem e organização criminosa tinha três mandados de prisão preventiva e passou a responder também por ameaça

Na manhã desta terça-feira (28), policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP) prenderam Gustavo da Silva Albuquerque, apontado como um dos principais alvos da Operação Usura, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Segundo a Polícia Civil, Gustavo possuía três mandados de prisão preventiva em aberto. Durante a abordagem, ele teria ameaçado de morte o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, informando inclusive o endereço residencial da autoridade e afirmando que iria executá-lo. Em razão da ameaça, o suspeito também foi autuado em flagrante pelo novo crime.

Após a prisão, Gustavo foi encaminhado ao 1º DIP, onde passou pelos procedimentos legais. Ele permaneceu em silêncio e não concedeu declarações à imprensa.

Investigação

De acordo com o delegado Cícero Túlio, as investigações tiveram início há cerca de 20 dias, após uma servidora pública denunciar cobranças violentas praticadas por um grupo envolvido com agiotagem. As apurações identificaram ao menos dez integrantes da organização criminosa, entre eles outro investigado identificado como Bruno Luan.

Conforme a Polícia Civil, o grupo oferecia empréstimos que chegavam a R$ 200 mil, cobrando juros mensais considerados extorsivos, entre 30% e 70%. As principais vítimas eram empresários, cobradores, servidores públicos e funcionários do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

As investigações apontam ainda que Gustavo se apresentava como conselheiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) para intimidar as vítimas durante as cobranças. Entre as ameaças relatadas estão promessas de sequestro de familiares e ataques contra veículos oficiais.

A Operação Usura é um desdobramento de investigações iniciadas em fevereiro deste ano. Desde então, a ação já resultou na prisão de um advogado apontado como líder do esquema, de um policial militar investigado por participação no grupo e de outro homem preso por desacato.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação da organização criminosa.

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