Padrasto tortura e joga enteado de 6 anos pela janela em Novo Airão; mãe é presa por omissão, diz polícia

Crime aconteceu em comunidade na zona rural do município. Suspeito, de 25 anos, está foragido; criança teve fratura no braço e relatou agressões frequentes.

Uma mulher de 21 anos foi presa suspeita de tortura qualificada contra o próprio filho, de 6 anos, após a criança ter sido agredida e arremessada pela janela de casa pelo padrasto, de 25 anos, em Novo Airão, no interior do Amazonas. O homem é considerado foragido e está sendo procurado pela polícia.

O caso ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, na comunidade Fazendinha, localizada na zona rural do município, a cerca de 115 quilômetros de Manaus.

Segundo o delegado Rodrigo Monfroni, da 77ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), as investigações começaram depois que o pai da criança soube da existência de um vídeo gravado pelo avô do menino e decidiu denunciar o caso.

De acordo com o delegado, o avô estava no local e conseguiu registrar o momento em que o menino aparece chorando logo após ter sido jogado para fora da residência.

“O avô conseguiu registrar em vídeo o momento em que a criança aparece chorando, logo após ter sido atirada para fora da casa pela janela, durante um acesso de raiva do companheiro da mãe”, afirmou Monfroni.

Ainda conforme a polícia, mesmo com ferimentos graves, a mãe não levou o filho ao hospital. Em vez disso, ela teria procurado um rezador, prática comum em algumas comunidades do interior, e depois retornado com a criança para a casa onde morava com o suspeito.

Durante diligências, a equipe policial encontrou o menino em estado considerado preocupante.

Exames médicos apontaram que a criança sofreu fratura no braço esquerdo, além de relatar dores intensas e estar sem qualquer tipo de imobilização.

Em depoimento, o menino também disse que as agressões eram constantes.

Diante da gravidade das lesões e do relato de violência recorrente, o caso passou a ser tratado como tortura-castigo qualificada por lesão corporal grave.

“A tortura se caracteriza quando alguém submete pessoa sob sua responsabilidade a intenso sofrimento físico ou mental como forma de castigo. Como a mãe permitiu que o sofrimento do filho persistisse e deixou de buscar atendimento médico adequado, ela é considerada responsável por uma omissão grave”, explicou o delegado.

O padrasto segue sendo procurado e a mulher permanece à disposição da Justiça. Ela deve responder pelo crime de tortura qualificada.

Veja vídeo:

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