VÍDEO: Polícia Civil prende suspeitos de matar ‘Xuruca’, apontado como líder do CV, em Florianópolis

Crime ocorreu no bairro Campeche; vítima foi baleada enquanto carregava o filho de 1 ano e 8 meses, que também foi atingido

Dois homens foram presos na manhã desta terça-feira (16) suspeitos de participação direta no assassinato de Alexandre Araújo Brandão, de 33 anos, conhecido como “Xuruca do Japiim”. Ele era apontado pelas investigações como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) em Manaus. O crime ocorreu no bairro Campeche, em Florianópolis (SC), quando a vítima carregava o filho, um bebê de 1 ano e 8 meses, que também foi baleado.

As prisões fazem parte da Operação Orion, deflagrada de forma integrada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), do Amazonas, e pela Polícia Civil de Santa Catarina. A ação foi resultado do cruzamento de informações e do deslocamento de investigadores entre os dois estados.

Ao todo, três suspeitos foram presos. Todos são naturais de Manaus e, segundo a polícia, teriam viajado a Santa Catarina exclusivamente para executar o crime. As investigações indicam que o homicídio foi planejado com antecedência, com a escolha do local, monitoramento da rotina da vítima e apoio logístico para a fuga.

Atentado em Manaus

Em julho de 2025, Alexandre já havia sido alvo de um atentado em Manaus. Ele foi baleado dentro do próprio carro, uma Land Rover Discovery, na rua Nova Olinda, no bairro Japiim, zona sul da capital amazonense.

O veículo, avaliado em cerca de R$ 500 mil, foi atingido por diversos disparos, que acertaram as pernas da vítima. De acordo com a polícia, um carro modelo Argo, de cor branca, com seis ocupantes, se aproximou do veículo de Alexandre e os suspeitos efetuaram os tiros. Mesmo ferido, ele teria descido do carro e reagido aos disparos.

Histórico e investigação

Em 2024, Alexandre chegou a ser preso em flagrante em sua residência, também no bairro Campeche, em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele integrava o Conselho Permanente, apontado como a cúpula de uma organização criminosa com atuação no Amazonas e ramificações no Rio de Janeiro.

Conforme o delegado Sávio Pinzon, da Polícia Federal, Alexandre era investigado por crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e tráfico de armas. À época da prisão, ele já respondia a mais de 12 processos, incluindo homicídio, tráfico de drogas e violência doméstica.

Veja vídeo:

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