Briga por concorrência de bares motivou execução de professor da Ufam, diz polícia; vídeo

Quatro homens foram presos por envolvimento no crime ocorrido em Manaus. A vizinha da vítima, apontada como mandante, está foragida.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou, nesta sexta-feira (6), que a execução do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, de 62 anos, foi motivada por uma disputa comercial entre vizinhos. Segundo as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a mandante do crime é Juliana da Rocha Pacheco, vizinha da vítima, que permanece foragida.

O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro, no ramal Água Branca, localizado na rodovia AM-010, zona norte de Manaus.

Motivação: Rivalidade e queda nas vendas

De acordo com o delegado Adanor Porto, adjunto da DEHS, a vítima era proprietária de um bar no ramal. Juliana, que também possuía um estabelecimento comercial no local, teria iniciado uma série de discussões e ameaças após perceber que suas vendas diminuíram com a chegada do professor à região.

“A relação era marcada por conflitos. Ela decidiu mandar matar o professor e procurou o sobrinho para arquitetar o plano”, explicou o delegado.

Mentor usou dívidas de agiotagem para recrutar grupo

As investigações apontam que o sobrinho de Juliana, Lucas Santos de Freitas, conhecido como “Lucão”, foi o mentor intelectual. Ele atuava como agiota e utilizou dívidas financeiras para coagir os outros envolvidos a participarem do assassinato:

  • Antonio Carlos (“TK”): O executor do crime. Devia R$ 750 a Lucas.
  • Rafael Fernando: Motorista no dia do crime. Devia R$ 10 mil após um acidente com um carro emprestado por Lucas. Recebeu a promessa de R$ 1 mil para participar.
  • Emerson Sevalho: Devia R$ 200. Participou da ação em troca do abatimento da dívida e do pagamento de R$ 50.

O dia do crime

A polícia informou que o grupo monitorou a rotina do professor três dias antes da execução. No dia do homicídio, a mandante teria entregue a Lucas uma bolsa contendo a arma utilizada.

A vítima foi abordada em sua residência e atingida por sete disparos de um total de 14 efetuados pelos criminosos. Os quatro homens envolvidos na execução já foram presos e possuem passagens pela polícia.

Denúncias

A polícia busca agora o paradeiro de Juliana da Rocha Pacheco. Quem tiver informações que possam levar à prisão da suspeita pode entrar em contato pelos canais:

  • DEHS: (92) 98118-9535
  • Secretaria de Segurança (SSP-AM): 181
  • Polícia Civil: 197

O sigilo da identidade é garantido pelas autoridades.

VEJA VÍDEO:

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *