Manifestantes acusam agentes da Guarda Municipal de atirarem em Bruno Girão Santos, de 22 anos; corporação nega disparos e diz que vítima já estava ferida quando equipe chegou ao local
Moradores do bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus, incendiaram parte da Avenida Brasil durante uma manifestação realizada na noite desta quinta-feira (26). O protesto foi motivado pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado na madrugada do mesmo dia no beco União.
Com pneus e colchões queimados, os manifestantes interditaram a via e exibiram cartazes pedindo justiça. O grupo acusa agentes da Guarda Municipal de Manaus de terem efetuado os disparos que atingiram o jovem.
Segundo a tia da vítima, Jaqueline Girão, Bruno voltava do trabalho quando entrou no beco para encontrar um amigo e acabou sendo baleado.
“A população toda viu, tem testemunhas, vizinhos que escutaram os tiros. Eles deram dois tiros. Eles balearam meu sobrinho pelas costas e agora ele está lá morto”, afirmou.

A família também reclama da demora na liberação do corpo, que permanece no Instituto Médico Legal (IML).
Moradores da área afirmaram que essa não seria a primeira ocorrência grave na região e cobraram reforço na segurança pública no bairro Compensa.
A Polícia Militar do Amazonas e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foram acionados para acompanhar a manifestação e garantir a segurança no local. Não há informações sobre feridos durante o protesto.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas.
Versão da Guarda Municipal
Em nota, a Guarda Municipal informou que, durante averiguação de uma denúncia na região, a equipe ouviu disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao local, os agentes teriam encontrado Bruno já caído no chão.
Segundo a corporação, os guardas prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O jovem foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde o óbito foi confirmado.
“A Guarda Municipal esclarece que não houve disparo por parte dos agentes na ocorrência. Os armamentos da equipe já foram colocados à disposição para exame balístico, reforçando a transparência da atuação. A instituição permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”, informou a corporação.


